Equipe pernambucana consegue anular os principais pontos do Atlético-MG, que
perde a chance de reassumir a liderança
O Náutico conseguiu anular os principais pontos do candidato ao título
Atlético-MG e arrancou uma importante vitória por 1 a 0, na tarde deste domingo,
no estádio dos Aflitos, no Recife.
por Lucas Catta
Prêta -globo
O time da casa superou o Galo, que jogava
para retornar à liderança do Brasileirão, graças à derrota do Fluminense para o
Atlético-GO por 2 a 1, na noite de sábado, em Volta Redonda. E o gol foi em uma
jogada feita no estilo do principal jogador atleticano, Ronaldinho Gaúcho: em
cobrança de falta, Souza bateu quase rasteiro, no meio da barreira alvinegra,
que pulou. O goleiro Victor ainda defendeu um pênalti cobrado por Araújo na
etapa final, evitando um resultado mais elástico.
Com o resultado, a equipe pernambucana voltou a vencer após dois jogos e
ficou ainda mais longe do Z-4, com 31 pontos, enquanto o time mineiro - que
vinha de duas boas vitórias - fincou o pé na segunda colocação, com 51 e um jogo
a menos - contra o Flamengo, marcado para o próximo dia 26, no Engenhão.
As duas equipes voltam a jogar no fim de semana que vem. No sábado, o Náutico
encara o líder Fluminense no Rio, e o Atlético-MG recebe o Grêmio no
domingo.
O jogo começou com susto provocado pelos donos da casa logo aos 15 segundos:
Rogério fez o cruzamento, a bola passou por Araújo e encostou em Rhayner, que
chegou assustado, mas a mandou próxima ao travessão de Victor. Delírio dos
alvirrubros nos Aflitos. O Atlético-MG tentou dar o troco em seguida com uma
jogada rápida pela esquerda, em tabelinha de Bernard e Ronaldinho Gaúcho, que
até pouco antes da partida eram dúvidas por conta de problemas musculares.
Douglas teve mais duas boas chances na sequência, ambas pelo lado esquerdo.
Primeiro, após belo drible na entrada da área. No rebote, chutou cruzado, e a
bola passou ente à trave esquerda do goleiro atleticano. Mais empolgação dos
torcedores do Timbu.
O Náutico, que chegava com mais facilidade à área atleticana, teve outra
oportunidade perigosa aos 16 minutos, com Souza, que apareceu livre na esquerda
e, na entrada da área, chutou em cima de Victor. O Galo ficava sempre do seu
lado do campo, esperando o Timbu perder a posse da bola para, então, partir para
o contra-ataque.
Praticamente restrito à defesa, o Galo pouco criava e, quando tentava, errava
no último toque. O Timbu sempre que chegava ao campo atleticano rendia o balanço
de desaprovação da cabeça do técnico Cuca.
Aos 41 minutos, um lance curioso. Josa, que em uma
jogada havia recebido uma cabeçada, ficou caído na grande área. O Galo partiu
para o contra-ataque, alheio ao adversário. Quando recuperou a posse, o Náutico
também preferiu tentar partir para cima e abrir o marcador com Souza, ao invés
de mandar a bola para fora. Apenas quando ela saiu pela intermediária de Victor
é que o jogador do Timbu foi atendido. E assim terminou a etapa inicial nos
Aflitos, sem a bola ter encontrado o fundo de nenhuma das
redes.
A exemplo da etapa inicial, o Náutico partiu para cima no segundo tempo.
Antes de o relógio completar o terceiro minuto de jogo, Elicarlos driblou os
marcadores e, assim que entrava na área de Victor, Junior Cesar o interrompeu.
Por pouco não foi pênalti. O lateral-esquerdo foi amarelado.
Na cobrança de falta, Souza na bola. A barreira estava posta, assim como
Victor. Cobrança autorizada, e o jogador do Náutico, com categoria, chutou quase
rasteiro, ao melhor estilo de R49, e achou um espaço entre os atleticanos,
mandando a bola para o fundo das redes. Alegria e delírio alvirrubro nos
Aflitos.
O gol foi a senha para Cuca mandar imediatamente os reservas atleticanos para
o aquecimento. Poucos minutos depois, Escudero entrou no lugar de Danilinho.
Ainda sem conseguir chegar ao gol de Gideão, o atleticano fez outra mexida, em
uma tentativa de dar mais velocidade ao ataque. Saiu Leonardo, que pouco fez,
para a entrada de Neto Berola.
Mas a noite, definitivamente, não era do Galo. Em uma boa jogada de
contra-ataque, Rogério deu ótimo lançamento para Araújo que, sozinho, fez a
finta em Victor. O atleticano deixou o braço, e o atacante caiu na área.
O
árbitro apitou pênalti. O camisa 83 poderia ter sido expulso, mas foi apenas
advertido com o amarelo. Aos 23, o próprio Araújo foi para a cobrança e bateu no
lado esquerdo, mas Victor defendeu. Pela primeira vez na partida, a animada
torcida atleticana nos Aflitos vibrou.
O Náutico não se deu por satisfeito com o resultado. Continuou chegando com
força, ciente de que, se ficasse só na retranca, a pressão atleticana poderia
ser maior. Já aos 40 minutos, Rogério perdeu uma chance para matar o jogo. Após
excelente enfiada, ele correu, teve a chance de driblar Victor, mas chutou em
cima do goleiro.
Vitória merecida em casa para o Timbu, e melhor ainda para os
15.013 torcedores nos Aflitos. Aos 47, o Náutico perdeu Josa, que levou um
vermelho direto depois de chutar o rosto de Marcos Rocha, mas já não dava mais
tempo para o Atlético-MG se aproveitar de estar com um a mais.
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