Vinda do ATP Finals para o Brasil e evolução do tênis em 10 anos viram metas de Guga


Paula Almeida
Do UOL, em São Paulo
Diversos atletas arranjam maneiras de continuar nos esportes que praticavam mesmo depois de encerrarem a carreira. Não foi diferente com Gustavo Kuerten, que ainda vive de tênis. O ex-número um do mundo, porém, tem tornado o desenvolvimento do esporte no Brasil uma de suas principais bandeiras como um aposentado em ‘plena atividade’, como ele mesmo se define. Acompanhado de parceiros financeiros e tentando incentivar as entidades do esporte, Guga tem como sua principal meta agora fazer o tênis repetir o exemplo de outras modalidades e triunfar no Brasil. Para tanto, já pensa até em trazer para o país um dos principais torneios do circuito.

Embora Maria Esther Bueno e Thomaz Koch tenham sido os primeiros brasileiros de destaque do tênis mundial, foi com Gustavo Kuerten que o país entrou definitivamente no mapa do esporte. Hoje, ele tenta aproveitar seu carisma e a influência de ex-líder do ranking para empurrar de vez a modalidade.

“Alguns passos já estão sendo dados, como esse de cultuar os tenistas e o que o Brasil representa para o tênis. O que falta evoluir é o conhecimento sobre o tênis, entender mesmo, saber das técnicas, das metodologias atuais. É um processo lento, mas temos o exemplo do vôlei, que é bem sucedido”, ressalta o catarinense. “Todas as esferas têm que evoluir, porque tudo ainda é muito prematuro. É um desafio que mexe comigo, e espero ter resposta nos próximos 10 anos”.

Para Guga, o Brasil não pode mais depender de entidades esportivas e de exemplos individuais, como foram ele e outros nomes como Fernando Meligeni e até Thomaz Bellucci.

A ideia de Guga é trazer o ATP Finals para o Brasil a partir de 2014. Em geral, cada cidade sedia este torneio por três temporadas consecutivas.

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