Em uma
péssima atuação, em que nada lembrou o time que ganhou o Campeonato Paulista ou
goleou o Bolívar por 8 a 0, o Santos foi derrotado pelo Vélez Sarsfield por 1 a
0, nesta quinta-feira, no estádio José Amalfitani, em Buenos Aires, pela partida
de ida das quartas de final da Copa Libertadores. O revés, o terceiro santista
na competição continental, o obriga a vencer na próxima quinta, na Vila Belmiro, para avançar às
semifinais.
Mas a vitória em Santos tem que ser por dois ou mais
gols de diferença. Se o triunfo foi por um de diferença, com os argentinos
marcando gols, a vaga será do Vélez Sarsfield. Somente o 1 a 0 para a equipe da
Argentina levará a decisão da vaga para a disputa por pênaltis.
Antes de encarar o duelo de volta contra o Vélez Sarsfield, o
Santos volta as atenções para a estreia no Campeonato Brasileiro. Provavelmente
com vários reservas, a equipe comandada pelo técnico Muricy Ramalho enfrenta o
Bahia, no estádio de Pituaçu, em Salvador, no domingo, às 18h30.
O JOGO -
O Santos adotou uma postura diferente contra o Vélez Sarsfield. E se deu mal. As
justificativas para essa mudança de postura eram as de sempre: jogo de
Libertadores fora de casa, contra um bom time argentino, ambiente hostil. Assim, os comandados de Muricy Ramalho
concluíram que era preciso ser mais conservadores e essa tática não surtiu
efeito.
Como era de se esperar, o Vélez Sarsfield teve a posse
de bola por mais tempo. O que não era de se esperar era o Santos não conseguir
produzir quando tinha a bola nos pés. O máximo que conseguiu no primeiro tempo
foi um chute de Paulo Henrique Ganso, aos 19 minutos, que parou facilmente nas
mãos do goleiro Barovero.
Com eficiência, Neymar era marcado pelos defensores argentinos, que
se revezavam na caça ao craque do Santos e faziam esse serviço com eficiência. E
sem violência. Era só recuperar a bola e partir para o ataque. Quem ficava
nervoso em campo era o Santos, que parava as jogadas do Vélez Sarsfield muitas
vezes na base das faltas.
Até Neymar recebeu um cartão amarelo.
A equipe argentina sempre
rondava a área santista. A bola ia da direita para a esquerda, depois voltava
para a direita e assim o Vélez Sarsfield batalhava por seu gol. E ele aconteceu
aos 35 minutos, quando Papa fez um cruzamento da esquerda e a bola desviou em
Elano antes de Óbolo se antecipar a Durval na primeira trave e dar uma sutil
cabeçada para o gol, por cima do goleiro
Rafael.
No segundo tempo, o Santos se acalmou um pouco, mas não melhorou em nada
na sua postura ofensiva. O goleiro Barovero não foi incomodado e o que se viu
foi o Vélez Sarsfield, com uma incrível, tranquilidade, tocar a bola para achar
algum espaço e criar chances de gol. Em algumas delas, Rafael mostrou segurança
para fazer a defesa. Na última delas, os argentinos quase marcaram em um chute
de longa distância de Fernández, que passou raspando o travessão santista.
Comentários
Postar um comentário