Cabe uma crítica e um elogio ao técnico Celso Roth, do Cruzeiro. Soube mudar a formação de sua equipe para reverter derrota que parecia certa. Mas precisou se ver em maus lençóis para abandonar o ferrolho e lançar mão de meias e atacantes para fazer três gols em um período de seis, sete minutos, graças aos reservas.
De início, os meios de campo de cariocas e mineiros eram totalmente díspares. Enquanto os alvinegros trabalhavam bem a bola com três homens de ligação, os celestes sofriam com muitos marcadores e seu camisa 10 criativo, o argentino Montillo, deslocado para jogar mais à frente. Ironicamente, o gol botafoguense não saiu de jogada trabalhada. Vitor Junior cobrou escanteio fechado e Amaral cortou para as próprias redes, aos 21 minutos.
O técnico Celso Roth tentou sacudir um pouco as coisas ao lançar Fabinho no lugar de Souza, o que ajudou em melhor posicionamento de Montillo. A equipe apresentou boa melhora. Mas na tentativa do empate veio o segundo gol dos anfitriões. Vitor Junior lançou Herrera em contra-ataque e o argentino fez seu quarto gol na competição.
Mas a pressão mineira seguiu forte. Wellington Paulista chutou fraco, Anselmo Ramon desviou de cabeça e diminuiu. A reação não parou por aí. Montillo cruzou da direita e Everton, outro substituto, apareceu como um raio e venceu o bom garoto botafoguense. Aos 34 minutos, Montillo foi derrubado por Milton Raphael na área. Wellington Paulista cobrou bem e completou a surpreendente escalada cruzeirense no espaço de seis minutos.
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