Como venceu o primeiro jogo por 2 a 0, na Arena Barueri, o Palmeiras pode até perder por um gol que será campeão. Se perder por 2 a 0, a decisão vai para os pênaltis e, se marcar um gol, obriga o Coritiba a fazer pelo menos quatro.
Foram anos e anos de sofrimento, vergonha e só os torcedores mais
apaixonados conseguiam ainda falar com orgulho que torciam pelo Palmeiras. Os
rivais cansaram de tripudiar, mas no fim da noite desta quarta-feira tudo pode
mudar. O Palmeiras enfrenta o Coritiba, às 21h50, no estádio Couto Pereira, em
Curitiba, com a possibilidade de voltar a gritar "é campeão" e
figurar novamente na lista dos campeões nacionais do Brasil. O que está em jogo
não é apenas mais uma taça para a vasta coleção alviverde, mas, sim, o resgate
do orgulho palmeirense e a volta de um gigante ao topo do futebol brasileiro.
Quando o apito do árbitro trilar e der início ao jogo
desta quarta, milhões de torcedores estarão dentro de campo para ajudar Betinho
a chutar no gol, Thiago Heleno tirar uma bola que vai para a área, apoiar Bruno
para uma grande defesa e, claro, colocar ainda mais qualidade nas belas cobranças de faltas de Marcos Assunção. Nunca nos últimos
12 anos o Palmeiras esteve tão próximo de voltar a conquistar um título
nacional. A última foi a extinta Copa dos Campeões de 2000 e, no ano anterior, a
conquista foi da Copa Libertadores. De lá para cá levou o Campeonato Paulista de
2008 e nada mais. O palmeirense está cansado de ver os rivais Corinthians e
Santos dando volta olímpica e até mesmo os são-paulinos, que não ganham nada
desde 2008, gabar-se de um tricampeonato brasileiro de forma consecutiva.
É verdade que o Palmeiras já ganhou títulos até mais
importantes do que a Copa do Brasil, mas poucas vezes se viu um time tão sedento
por um título. Para muitos atletas, é o primeiro importante da carreira. Para os
que já ganharam, é a chance de dar a volta por cima, como Daniel Carvalho. O
discurso é de um time tranquilo, que esbanja confiança em seu momento, mas sem passar arrogância. É unânime,
inclusive entre os jogadores, que o elenco palmeirense não prima pela qualidade
técnica, mas compensa com muita dedicação e raça. Talvez esse seja o motivo de
tanta confiança.
Mas, como se tornou hábito para o clube,
chegar à decisão e enfrentar o Coritiba nesta quarta não será nada fácil. Vários são os desfalques e não são "qualquer um". O
artilheiro Barcos está fora. Valdivia, o maestro, também. O atacante argentino
se recupera de uma cirurgia de apendicite e o meia chileno está suspenso pela
expulsão no primeiro jogo. Wesley, contratado a peso de ouro, também está fora.
Maikon Leite, o amuleto de Felipão, que na maiorias das vezes que entra durante
a partida e ajuda a equipe, é outro machucado. Luan também não deve aparecer,
mas o treinador é especialista na arte de "enganar" imprensa, adversários e
torcida e pode aparecer com o jogador como surpresa.
Fica a expectativa também para saber quem será o herói da conquista. Sem Barcos e Valdivia, Marcos Assunção e Daniel Carvalho aparecem como favoritos. A velocidade de Mazinho e o bom cabeceio de Thiago Heleno e Henrique também podem garantir a conquista. Ou até mesmo Bruno pode se consagrar de vez como substituto de Marcos, fechar o gol em Curitiba e voltar nos braços do povo para São Paulo.
Do outro lado está um time que também tem sua história e não chega morto para o segundo jogo. Os históricos 6 a 0 feitos pelo Coritiba no ano passado, pela mesma Copa do Brasil, não é esquecido por nenhum dos dois lados. "Já perdemos uma vez feio para eles. Então isso mostra que ainda não tem nada ganho, não", avisou Daniel Carvalho, substituto de Valdivia.
O Coritiba nem se apega à goleada do ano passado para manter a confiança no título, que parece difícil, mas não impossível, de acordo com todos do grupo. Se em 2011 a conquista quase veio (perdeu a final para o Vasco), agora o time paranaense aposta em uma reviravolta para fazer a festa em casa.
O zagueiro Emerson, suspenso, é o único desfalque do Coritiba, que promete partir para cima do adversário e vai abusar da velocidade para conseguir o tão sonhado título. A festa e apoio da torcida começarão bem antes do apito inicial. O "Green Hell" (inferno verde) novamente entrará em ação, com show de luzes e fumaça verde. Resta saber agora de quem será a comemoração e a redenção final.
Fica a expectativa também para saber quem será o herói da conquista. Sem Barcos e Valdivia, Marcos Assunção e Daniel Carvalho aparecem como favoritos. A velocidade de Mazinho e o bom cabeceio de Thiago Heleno e Henrique também podem garantir a conquista. Ou até mesmo Bruno pode se consagrar de vez como substituto de Marcos, fechar o gol em Curitiba e voltar nos braços do povo para São Paulo.
Do outro lado está um time que também tem sua história e não chega morto para o segundo jogo. Os históricos 6 a 0 feitos pelo Coritiba no ano passado, pela mesma Copa do Brasil, não é esquecido por nenhum dos dois lados. "Já perdemos uma vez feio para eles. Então isso mostra que ainda não tem nada ganho, não", avisou Daniel Carvalho, substituto de Valdivia.
O Coritiba nem se apega à goleada do ano passado para manter a confiança no título, que parece difícil, mas não impossível, de acordo com todos do grupo. Se em 2011 a conquista quase veio (perdeu a final para o Vasco), agora o time paranaense aposta em uma reviravolta para fazer a festa em casa.
O zagueiro Emerson, suspenso, é o único desfalque do Coritiba, que promete partir para cima do adversário e vai abusar da velocidade para conseguir o tão sonhado título. A festa e apoio da torcida começarão bem antes do apito inicial. O "Green Hell" (inferno verde) novamente entrará em ação, com show de luzes e fumaça verde. Resta saber agora de quem será a comemoração e a redenção final.
Comentários
Postar um comentário