Desde que a quarta-feira (1) começou em Londres uma sensação de que as coisas
não aconteciam exatamente como deveriam se apoderou dos Jogos Olímpicos. Aquele
sentimento de que sempre faltava alguma coisa, algum detalhe. Foi assim que as
Olimpíadas tiveram seu "dia do quase".
No judô, Tiago Camilo vinha muito bem na categoria 90 kg. Ele estava quase sentindo o gostinho de se tornar o primeiro judoca medalhista olímpico em três categorias diferentes (foi prata nos 73kg em 2000 e bronze nos 81kg em 2008) quando as coisas começaram a dar errado.
No vôlei feminino, as meninas de José Roberto Guimarães não foram muito bem. Campeãs olímpicas, não perdiam do rival do dia há dez anos. A seleção da Coréia do Sul quase não acreditou quando venceu por 3 a 0 (25/23, 25/21 e 25/21). Com o resultado, a situação do Brasil está bastante complicada. Na quinta colocação do grupo B, a equipe precisa
No basquete, a seleção feminina está quase eliminada: perdeu para a Austrália em partida que poderia vencer e agora precisa ganhar duas seguidas para se classificar. Se isso acontecer, encara nas quartas o primeiro do outro grupo, provavelmente os EUA. Quase impossível passar.
Ao mesmo tempo, no futebol, Neymar e companhia venceram com
facilidade a Nova Zelândia. Mas o principal fato do jogo não foram os gols
feitos por Danilo, Leandro Damião e Sandro, o que realmente chamou a atenção foi
o gol que o atacante santista desperdiçou. Um lance em que quase todos os
atacantes do mundo colocariam para dentro.
Empolgadas com o sucesso do futebol, as meninas do handebol trataram de imitar o time de Mano. Atropelaram o Reino Unido e quase garantiram o primeiro lugar na próxima fase. A vitória por 30 a 17, pelo grupo A, garantiu a classificação e agora elas lutam pela liderança da chave. Na sexta (3), enfrentam a Rússia.
Na ginástica, mais um que arrancou os gritos de “uhhhhh” da plateia foi o estreante em Olimpíadas, Sérgio Sasaki. O ginasta quase conseguiu o melhor resultado do Brasil na modalidade no individual geral. Mas 0,4 ponto no último aparelho custou o oitavo lugar.
Para terminar, o auge do dia ficou com Cesar Cielo. Tudo bem, ele disse que nadar os 100m livre -prova disputada hoje- não era a dele, que cansou no final e tudo mais. Mas quando passou os primeiros 50 metros na liderança, todo mundo preparou o grito. Nunca 0m12 foram tão quase... Mais tarde, Thiago Pereira também caiu na água e, com a segunda colocação na sua bateria, está na final dos 200m medley. Agora, o jeito é torcer para que o nadador quebre a maldição do quase no sexto dia de competição.
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