O Campeonato Brasileiro ainda está longe do fim, mas Palmeiras e Santos
colocam como fundamental o clássico deste sábado, marcado para começar às 18h30,
no Pacaembu. Mas eles têm objetivos diferentes. Por motivos óbvios, ninguém fala
em título. A distância para o líder Atlético-MG é grande e a preocupação dos
dois rivais é outra.
Apesar de
contar com a volta do meia chileno Valdivia, que estava com dores na coxa
esquerda e foi poupado da partida de quarta-feira contra o Botafogo pela Copa
Sul-Americana (que lhe valeu a vaga nas oitavas de final), o Palmeiras somou
mais dois jogadores no departamento médico: o zagueiro Román e o meia Patrik.
E
ainda não terá o suspenso zagueiro Thiago Heleno.
Enquanto não viaja para os dois jogos das Eliminatórias da Copa, no próximo mês, Barcos está focado em tirar o Palmeiras da difícil situação que se encontra: o time ainda não conseguiu, por exemplo, duas vitórias consecutivas na competição. "Estamos com muitos desfalques, mas temos de ganhar esse jogo. Temos outra oportunidade de somar três pontos, e estamos precisando deles", disse o atacante, que anotou sete dos últimos oito gols da equipe (e ainda deu uma assistência).
Com mínimas possibilidades de tirar nos 20 jogos que restam a diferença de 19 pontos que o separa do líder Atlético-MG, o Santos só pensa no G4, o grupo dos quatro primeiros colocados que garantem vaga na Libertadores. Mas o técnico Muricy Ramalho evita falar que o astro Neymar será o grande responsável por colocar o time na competição continental.
"Nós temos jogadores com o individual
muito forte, mas o sucesso de uma equipe depende do coletivo. Por isso repetir a
escalação é importante, e esse momento chegou porque não temos problemas de
contusões nem de cartões", destacou Muricy, que mantém o mesmo time que empatou
com a Universidad de Chile, na última quarta-feira, em Santiago, pela Recopa
Sul-Americana.
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