O Santos aceitou negociar Paulo Henrique Ganso à vista por R$ 23,9 milhões com o São Paulo, mas fez
diversas exigências ao jogador. O UOL Esporte apurou os
detalhes da reunião que decretou a saída do atleta. O meia só foi liberado ao
clube do Morumbi após atender as reivindicações do Comitê Gestor. Em discurso
anotado em uma prancheta, Pedro Luiz Nunes Conceição pediu para Ganso não “falar
mal” da diretoria.
O discurso foi o principal comentário entre os integrantes da diretoria do
São Paulo e da DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, após a reunião. Para eles, a
fala “parecia que estava pronta há semanas”, já que Pedro Luis observava os
tópicos antes de fazer os comentários.
O dirigente santista desejava que o atleta firmasse a promessa de não
criticar o Comitê Gestor em documento, mas Ganso não aceitou. Se não bastasse, a
cúpula santista exigiu que o jogador assinasse um documento em que recusava a
última proposta de renovação feita pelo Santos.
O pedido foi considerado sem nexo por São Paulo e DIS. Isso porque eles
consideraram que o fato do atleta se transferir para o São Paulo já mostrava que
sua intenção de não permanecer no clube. Entretanto, Ganso teve que assinar o
documento em troca da liberação para o São Paulo.
Não foi a primeira imposição que o Santos fez para negociar Ganso. A
primeira, no entanto, não foi bem sucedida. O clube quis impor o abatimento de
uma dívida de R$ 8 milhões de verbas não repassadas das vendas de Wesley e André
com a DIS para apenas R$ 2 milhões, o que não foi aceito pelo grupo de
investidores. No fim, o clube abriu mão e só conseguiu fazer com que a empresa
aceitasse penhorar o CT Meninos da Vila e não mais de 20% da renda oriunda de
terceiros.
Depois de ter três propostas rejeitadas pelo Santos, o São Paulo conseguiu
contratar Ganso ao oferecer o pagamento à vista de R$ 23,9 milhões pelos 45% dos
direitos econômicos que time alvinegro tinha, mais 10% de uma futura venda. A
DIS ajudará o time do Morumbi com R$ 7,5 milhões e passará a ter 68% dos
direitos do jogador.
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