Com gol polêmico anulado, Palmeiras leva virada

 Internacional deu neste sábado mais um passo para se aproximar da briga por uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem. Jogando em casa, virou sobre o Palmeiras por 2 a 1, chegou à sua segunda vitória seguida e passou o Vasco na classificação do Campeonato Brasileiro. Já o time paulista se complica na luta contra a Série B.

Agora o time colorado seca o São Paulo, que pega o Sport ainda neste sábado, também pela 33.ª rodada. Em caso de derrota tricolor, o Inter fica a quatro pontos do G4. Os gaúchos têm 51 pontos e deixaram para trás o Vasco, que perdeu para o Corinthians em São Paulo e estacionou nos 40 pontos.

O Palmeiras, por sua vez, torce para seu rival vencer na Ilha do Retiro. A equipe alviverde tem 32 pontos e o Sport um a mais. Se os pernambucanos vencerem, ampliam a folga. Torcida também contra o Bahia, que pega o Grêmio em Salvador e, em caso de triunfo, abre sete pontos com relação ao Palmeiras, o 18.º colocado.

A partida no Beira-Rio foi marcada por um lance polêmico no meio do segundo tempo. O árbitro Fifa Francisco Carlos Nascimento validou um gol feito com a mão por Barcos. Depois de muita confusão, foi convencido do contrário e voltou atrás, anulando o gol que seria o de empate do Palmeiras.

O JOGO - Os dois times entraram em campo precisando da vitória, cada um para se aproximar do seu objetivo. O Internacional tinha problemas no ataque, sem poder contar com Dagoberto e Leandro Damião, Rafael Moura foi o parceiro de ataque de Forlán. Pelo lado alviverde, Gilson Kleina apostava nos garotos, como João Denoni e Patrick Vieira.

A partida foi estudada nos seus 10 primeiros minutos. O Internacional tinha nos estrangeiros - Forlán, D''Alessandro e Guiñazu - seus maiores perigos, mas foi o Palmeiras que assustou primeiro. Aos 12, Patrick Vieira recebeu de Luan, ficou na cara de Muriel, mas chutou em cima do goleiro, desperdiçando ótima chance.

Muriel voltaria a trabalhar em falta batida direta por Marcos Assunção, pegando no canto direito. Na terceira chance alviverde, não teve o que o goleiro fazer. Após cobrança de escanteio, aos 21, Henrique desviou no primeiro pau e Luan cabeceou sem chance de defesa.

Imediatamente o Inter respondeu, com Rafael Moura chutando de longe. Bruno pegou. Mas era o time visitante o mais perigoso. Patrick Vieira, mais criativo palmeirense, fez jogada pela ponta direita e cruzou rasteiro. Barcos tentou na segunda trave e Muriel salvou.

Depois dos 30, o time da casa cresceu. Quase fez com D''Alessandro que exigiu boa defesa de Bruno em batida de falta. O empate veio aos 33. Guiñazu cruzou, Forlán tentou de cabeça, só conseguiu resvalar, mas foi o suficiente para a bola cair no pé de Fred, livre na área, fazer o gol colorado.

O jogo, que já era bom, melhorou no segundo tempo. O Inter voltou mais determinado. Aos 2 minutos, Forlán recebeu sozinho na área, e deu de canela, desperdiçando lindo toque de Kleber. A equipe já merecia o gol quando Rafael Moura virou o jogo. D''Alessandro cruzou e o centroavante estava livre para cabecear. Durante o lance, Forlán fez falta em Artur, que o árbitro não marcou.

Com o Inter à frente no placar, foi a vez de o Palmeiras buscar ser mais ofensivo. Aos 16, o lance que marcou o jogo. Marcos Assunção cobrou escanteio na área e Maurício Ramos saiu comemorando o cabeceio que mandou a bola para dentro do gol. Mas os jogadores do Inter imediatamente foram para cima do árbitro Francisco Carlos Nascimento, reclamando de toque de mão de Barcos.

O auxiliar correu para o meio do campo, indicando gol, e o auxiliar da linha de fundo também nada viu, enquanto as imagens da TV eram claras: o gol foi ilegal. Só com a intervenção do quarto árbitro é que o juiz decidiu anular o gol. Barcos não foi punido pelo lance.

A confusão deixou o jogo mais nervoso. O Palmeiras se abriu e o Inter tentava acertar um contra-ataque para matar a partida, mas errava o último passe. Os visitantes careciam de criatividade. A bola parada de Marcos Assunção não salvou. João Denoni foi o mais perigoso, num chute de longe que Muriel pegou.

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