O São Paulo desperdiçou na noite desta quarta-feira a chance de consolidar sua posição de favorito na final da Copa Sul-Americana, ao empatar sem gols com o Tigre, no temido Estádio La Bombonera, em Buenos Aires. Com Luis Fabiano expulso ainda nos primeiros minutos de jogo, o time brasileiro criou pouco e não conseguiu se impor diante dos argentinos.
Luis Fabiano foi o destaque negativo do duelo ao ser expulso de campo logo aos 13 minutos de jogo. O atacante, com histórico de confusões em campo, tentou revidar provocação dos anfitriões e levou o vermelho. O zagueiro Donatti também foi excluído da partida. Com dez jogadores para cada lado, os times fizeram uma partida de pouco apuro técnico e raros lances de destaque.
Com o placar sem gols na Argentina, o título da Sul-Americana ficará com o time vencedor do segundo jogo, na próxima quarta-feira. A decisão, ao contrário das fases anteriores, não conta com critério de gol qualificado. Ou seja, um empate no Morumbi, independentemente do marcador, levará o confronto para prorrogação e eventuais penalidades, sem vantagem para nenhum dos times.
O JOGO - O primeiro jogo da final começou promissora para o São Paulo. Com postura agressiva, o time partiu para o ataque logo no primeiro minuto e quase abriu o placar em rápida tabela de Lucas e Luis Fabiano. O goleiro Albil defendeu a finalização do primeiro. Na sequência, o segundo bateu cruzado com perigo e também assustou a defesa argentina.
A partida parecia cada vez mais favorável aos brasileiros até que Luis Fabiano sucumbiu à provocação dos argentinos e se envolveu em confusão no ataque são-paulino. Irritado, ameaçou chutar um rival e acabou expulso de campo. Do lado do Tigre, o zagueiro Donatti também recebeu o cartão vermelho, deixando as duas equipes com 10 jogadores em campo.
A lentidão do primeiro tempo, contudo, deu lugar a um ritmo mais acelerado nos minutos iniciais da segunda etapa. Com maior iniciativa, o Tigre cresceu empurrado pelos aproximados 30 mil torcedores presentes na Bombonera e passou a ameaçar com maior frequência o gol de Rogério Ceni.
O time argentino se mostrava mais articulado. Investia pelas laterais e passava mais tempo no campo ofensivo. No entanto, não conseguia criar lances agudos e precisava de jogadas de bola parada, por falta ou escanteio, para se aproximar da área.
Atento na defesa, o São Paulo neutralizava as ofensivas do Tigre, o que deixava a partida novamente lenta, contrastando com a empolgação da torcida nas arquibancadas. Com ataques pouco efetivos, as duas equipes ficaram no 0 a 0, sem estabelecer vantagens para o segundo jogo da final.
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