A entidade obrigou o clube a jogar com portões fechados nas partidas que disputar em casa nesta Copa Libertadores, assim como proibiu os mandantes que receberam o time brasileiro em seus domínios de reservarem ingressos aos corintianos.
Anunciada no final da noite da última quinta-feira, a resolução da Conmebol, com base na súmula do árbitro Carlos Vera, tem caráter cautelar e valerá até que se tome uma decisão final sobre o caso, o que deverá ocorrer em um prazo máximo de 60 dias. Ou seja, até que ocorra uma possível decisão positiva para os corintianos, o clube jogará sem apoio de sua torcida dentro e fora de casa em jogos desta Libertadores.
A notícia pegou alguns dirigentes do Corinthians de surpresa pela agilidade apresentada pela entidade. De acordo com o novo Código Disciplinar da entidade que dirige o futebol sul-americano, cogitou-se que o time alvinegro poderia até ser excluído da competição. O gerente de futebol do clube, Edu Gaspar, foi quem recebeu a notificação oficial da decisão, por e-mail.
Com a punição anunciada pela Conmebol, o Corinthians ganhou um grande problema para resolver. Os torcedores corintianos já haviam esgotado cerca de 83,5 mil ingressos colocados à venda para a primeira fase da Libertadores, de acordo com balanço divulgado pelo próprio clube na última terça-feira.
O primeiro jogo do Corinthians em casa nesta Libertadores será realizado na próxima quarta-feira, contra o Millonarios, da Colômbia. Só para essa partida, marcada para o Pacaembu, 28,5 mil entradas do programa Fiel Torcedor já tinham sido vendidas.
E a punição aplicada pela Conmebol acabou sendo um duro golpe para o time que é o atual campeão da Copa Libertadores e tinha como um dos seus principais trunfos o apoio em peso da sua fanática torcida em jogos no Pacaembu. Na estreia da Libertadores, na última quarta-feira, a equipe empatou por 1 a 1 com o San José.
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