A reação das arquibancadas só foi possível porque a atuação empolgou a torcida, que compareceu em bom número ao Pacaembu, fazendo as pazes com o time. Foram pouco mais de 18 mil pagantes, o que configura o melhor público do clube no ano.
O JOGO - Não bastasse a enorme lista de desfalques que já tinha o técnico Gilson Kleina (Henrique, Valdivia, Edilson, Leandro Amaro, Kleber, André Luiz, Léo Gago, Rondinelly, Diego Souza, Vilson e Leandro), ele também perdeu de última hora o volante Wesley, com dores na coxa direita.
Por isso o Palmeiras entrou em campo com novidades, como Marcelo Oliveira na zaga, ao lado de Maurício Ramos, e Ronny entre os titulares. Aos 4 minutos, Patrick Vieira tentou um chute da entrada da área, mandou muito por cima, e sentiu lesão muscular. Ficou mancando até os 16, sendo substituído por Vinicius. Era o 13.º desfalque para o time paulista.
Vinicius era a cara do Palmeiras. A técnica é muito pouca, mas vontade não faltava. E foi na base da correria, da doação lance a lance que a equipe ganhou a torcida e se incentivou a brigar cada vez mais. Como a qualidade técnica do Tigre também é sofrível, o jogo não era brilhante tecnicamente, mas ficou muito bom de se assistir.
A brincadeira da torcida era óbvia: incentivar o Palmeiras a fazer 2 a 0 e ver se o Tigre voltaria para o segundo tempo. Mas o gol que ampliou o placar só saiu depois do intervalo. Aos 7 minutos, Vinicius, o melhor em campo, invadiu a área pela esquerda e cruzou para Charles bater de primeira e marcar.
Se restava alguma dúvida do perfil dessa equipe do Tigre depois da final da Copa Sul-Americana, ela foi dizimada nesta terça. Num lance absurdo, Orban subiu para cabecear e armou forte cotovelada na boca de Ronny, repetindo o que havia feito contra Lucas. O árbitro chileno Patricio Polic só deu cartão amarelo.
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