Uma equipe veloz, com toques rápidos e tabelas envolventes. Mas,
principalmente, com o potencial de improviso de Neymar, Fred, Oscar ou outro
capaz de desequilibrar pelo talento e habilidade em lances individuais.
É assim
que o técnico Luiz Felipe Scolari espera ver o Brasil derrotar o México, nesta quarta-feira, a partir das 16 horas, na Arena
Castelão, em Fortaleza, para chegar aos seis pontos e logo em seguida, às 19
horas, torcer por um empate ou vitória da Itália sobre o Japão, no Recife.
Se
essa combinação se confirmar, a seleção brasileira garantirá a vaga antecipada
da semifinal da Copa das Confederações. Depois, no sábado, enfrentaria os
italianos, em Salvador, só para definir o primeiro lugar do Grupo A.
"Precisamos vencer duelos individuais para ter uma supremacia", declarou
Felipão. Ele disse que Neymar vai ter liberdade para criar pelos dois lados e
pelo meio e também cumprirá o papel de atrapalhar a saída de bola do México.
Após derrotar o Japão na estreia por 3 a 0, o treinador deu prioridade a um
aspecto, visível nos treinamentos: exigir dos homens de frente, incluindo Fred,
uma movimentação mais constante a fim de confundir a marcação adversária.
Ele
admitiu que no jogo com os japoneses os zagueiros Thiago Silva e David Luiz não
tinham "comunicação" com o meio-campo. Por isso, optaram várias vezes por longos
lançamentos, quase todos infrutíferos. Isso ocorreu, na sua avaliação, porque
Hulk e Oscar não conseguiram se livrar da marcação.
"O
México vai vir com duas linhas de quatro. Eles são rápidos em se recompor quando
perdem a bola", comentou Felipão, durante entrevista nesta terça-feira, no
Castelão. Descontraído, ele disse que somente à noite a comissão técnica se
aprofundaria no estudo sobre a seleção mexicana. O técnico, seus auxiliares e os jogadores assistiriam
a vídeos de alguns lances do adversário durante suas últimas partidas pelas
Eliminatórias do Mundial de 2014 e também o teipe de México 1 x 2 Itália,
confronto realizado domingo no Maracanã.
Felipão avalia que
houve uma evolução tática na sua equipe desde o amistoso com a
Inglaterra, há três semanas, no Rio. Depois, o Brasil passou fácil pela França
por 3 a 0, em Porto Alegre, e repetiu o placar contra o Japão, na primeira
rodada da Copa das Confederações. No entanto, ele sabe que a defesa também
necessita de ajustes. "Um melhor posicionamento", disse. Isso pode vir com a
sequência de jogos, com o entrosamento da equipe. A dupla de zaga, sem uma
proteção mais eficaz do meio-campo, deixou Julio Cesar em situação difícil três
vezes contra os japoneses. Diante do México, o técnico sabe que alguma falha no
setor pode definir a partida.
Sua preocupação com a "organização
defensiva" do time, expressão utilizada por Felipão nesta terça-feira, pode
sugerir mais uma vez que ele utilize em algum momento da competição a formação
com três zagueiros. Dante seria o escolhido para ficar ao lado de Thiago Silva,
enquanto David Luiz atuaria à frente dos dois.
Na eventualidade de o Brasil
abrir uma boa vantagem sobre o México, a mudança tática já poderia ser testada
nesta quarta, no Castelão, mesmo que por alguns minutos. Nesse caso, a tendência
seria a troca de Luiz Gustavo por Dante, o que apenas repetiria o que o
treinador tem feito em vários treinos nas últimas semanas.
CARRASCO - Se quiser permanecer vivo na Copa das Confederações, o
México terá mais uma vez que comprovar sua fama de algoz brasileiro neste
século. Derrotados pela Itália na estreia, os campeões da Concacaf correm o
risco de serem eliminados em caso de derrota nesta quarta-feira - desde que os
italianos empatem com o Japão, um pouco mais tarde, na Arena Pernambuco.
Cair ainda na primeira fase da competição seria mais um revés para a
coleção mexicana neste ano. A equipe venceu um dos dez jogos em 2013 (foram oito
empates e mais uma derrota) e ficou em situação ruim nas Eliminatórias.
O técnico José Manuel de la Torre não permitiu que a imprensa
acompanhasse os treinos em Fortaleza, para tentar surpreender o Brasil, o que
necessariamente passa pela necessidade de apresentar um melhor nível do que foi
feito contra os italianos. "Mais do que nervosismo, creio que falta confiança e
isso é mais difícil de se fazer recuperar", afirmou o treinador.
À
procura de uma injeção de motivação nos comandados, o treinador espera que o
retrospecto recente contra os brasileiros - são sete vitórias e três derrotas
nos últimos 12 jogos, sem contar o triunfo sobre o Brasil na final da Olimpíada
de Londres - anime o elenco mexicano.
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