Nem parece que nesta quarta-feira, às 21 horas, no estádio do Morumbi,
o São Paulo enfrentará o Bahia em jogo adiantado da 11.ª rodada do Campeonato
Brasileiro. Apesar do compromisso, adiantado pela CBF para o clube tricolor paulista
poder disputar a Copa Suruga Bank, no Japão, no início de agosto, o assunto que
tem dominado o clube desde a última sexta é quem será o sucessor do técnico Ney
Franco, demitido após a derrota para o Corinthians, na primeira final da Recopa
Sul-Americana.
E, enquanto a diretoria trabalha para
contratar o técnico Paulo Autuori rapidamente, os jogadores precisam reagir em
campo para apagar a má impressão deixada na derrota para o Santos, no último fim de semana. Motivação para eles não falta, a começar pela
possibilidade de mostrar serviço para o provável novo chefe.
Como sempre acontece em trocas de comando, atletas
que vinham tendo poucas oportunidades vislumbram a chance de uma volta por cima, fato
acentuado pelos desfalques que o São Paulo terá nesta quarta. Os volantes
Wellington e Denilson, suspensos, juntam-se aos lesionados Rafael Toloi
(zagueiro) e Douglas (meia) no grupo dos que certamente ficarão fora da partida.
Outras substituições podem acontecer por opção do
interino Milton Cruz. O lateral-esquerdo argentino Clemente Rodríguez, que
chegou recentemente ao clube, deve ganhar uma oportunidade no lugar do contestado Juan. "Vou
conversar com ele e sentir o que ele pensa. Dependendo, já posso utilizá-lo de
início", indicou Milton, que deve dar chance ao jovem Lucas Farias na lateral
direita e recolocar Rodrigo Caio no meio, ao lado de Maicon.
Quem pode perder o lugar é Paulo Henrique Ganso, que saiu
vaiado do jogo contra o Santos. Milton Cruz estuda a possibilidade de escalar o
time com três atacantes e o paraense seria o sacrificado para a entrada de
Aloísio. "Já tenho uma base, mas vou ver o jogo inteiro deles (do Bahia) contra
o Corinthians e uns jogos anteriores que eles fizeram fora de casa para ver a
formação utilizada".
Se a equipe titular ainda é nebulosa, certo mesmo é
que outro tropeço em casa jogará ainda mais lenha na fogueira entre torcida e
jogadores. Contra o Santos, sobraram vaias e pedidos de "raça", um mantra cada
vez mais entoado pelos são-paulinos insatisfeitos com o rendimento do time. Se
vencer os baianos, o São Paulo chegará à terceira posição, com 11 pontos e uma
partida a mais do que os concorrentes.
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