75 jogadores reivindicam contra o curto período de pré-temporada em 2014.
Ano após ano as críticas à maratona de jogos e ao pouco tempo de preparação dos clubes se tornaram
comuns no futebol brasileiro. Mas, nesta terça-feira, uma comissão formada por
diversos atletas dos principais times do País decidiu agir de forma organizada
para discutir o calendário do ano que vem, lançado na última semana.
Nele,
graças à paralisação para a Copa do Mundo no meio do ano, a CBF antecipou o
início dos campeonatos estaduais para 12 de janeiro e, com isso, reduziu ainda
mais o período para a pré-temporada.
Insatisfeitos com isso,
75 jogadores se reuniram e iniciaram um movimento que pretende discutir
mudanças. Esta comissão, que conta com nomes como Rogério Ceni, Alex, Alexandre
Pato, Barcos, Dedé, Dida, Juninho Pernambucano, Zé Roberto, Valdivia, entre
outros, reivindicou uma reunião com a CBF na tentativa de alterar um calendário
que prevê cinco dias de pré-temporada em 2014 se for cumprida a lei trabalhista
que determina 30 dias de férias.
"Nós, atletas profissionais de
futebol, com representantes em clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro,
viemos, de forma oficial, demonstrar nossa preocupação com relação ao calendário
de jogos divulgado na última sexta-feira (20/09) pela Confederação Brasileira de
Futebol para o ano de 2014. Devido ao curto período de preparação proposto e ao
elevado número de jogos em sequência, decidimos nos reunir, de forma inédita e
independente, para discutir melhorias em prol do futebol e da qualidade do
espetáculo apresentado por nós a milhões de torcedores", apontaram os jogadores em nota oficial.
Nesta reunião, os jogadores estariam dispostos a
iniciar uma discussão que basearia a mudança no futebol brasileiro em cinco
pontos: diminuir o número de datas no calendário, definir um número máximo de
partidas a serem realizadas por mês, discutir o período de férias, estabelecer
um tempo mínimo de pré-temporada e criar uma espécie de "fair-play financeiro", como já existe na
Europa, onde os clubes precisam deixar as contas em dia para disputarem torneios
continentais.
"Queremos ser uma parte mais efetiva
deste movimento que se faz extremamente necessário e, para tanto, solicitamos
uma reunião com a entidade que administra o futebol brasileiro (CBF) para tratar de questões
propositivas e de comum interesse. Estamos convictos de que dar esse primeiro
passo significa caminhar na direção do profissionalismo, da transparência e da
busca pela excelência no futebol de alto rendimento praticado no Brasil",
argumentaram os atletas.
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