Teliana se testa, Melo decide, Bellucci vacila


Mais uma adversária experiente, mais uma vitória brilhante de Teliana Pereira. Nossa número 1 atinge sua segunda semifinal de nível WTA, se mantém bem perto do top 100 e vai ganhando currículo em torneios de primeira linha, algo que é essencial para uma nova arrancada na carreira.

O teste deste sábado será especialmente interessante para ela, porque enfrentará uma adversária que acabou de vencer Ana Ivanovic e tem oitavas de final em Roland Garros. Mas diante de forte calor e torcida animada, tudo pode acontecer em favor da brasileira, que tem sido uma simpatia só no Rio.


Thomaz Bellucci, por sua vez, poderia ter feito um grande resultado. Jogou um primeiro set primoroso, tanto no saque como com o forehand afiadíssimo, seguindo o princípio de que teria de ser agressivo, e viu as portas da vitória se abrirem no começo do segundo set, quando desperdiçou um break-point. Não fez, caiu de ritmo, passou a ser um tenista irregular e aos poucos foi dominado por David Ferrer, que nem jogou como um 4 do mundo.


Marcelo Melo
A boa notícia foi a passagem de Marcelo Melo para a final de duplas, ao lado do espanhol David Marrero. São os favoritos para levar o título no domingo. Melo aliás começa a temporada 2014 melhor do que Bruno Soares, conquistando bons resultados com companheiros distintos, o que comprova sua capacidade de adaptação e versatilidade nos pisos.

As outras três partidas de quartas de final de simples foram frustrantes, não por culpa dos vencedores, mas pela falta de físico, qualidade ou paciência dos derrotados. Fabio Fognini preferiu reclamar do calor e levou uma aula de Alexandr Dolgopolov, Tommy Robredo pareceu sem pernas diante do regular Pablo Andujar e João Sousa não tinha armas para incomodar Rafa Nadal.

Parece pouco provável que a decisão de domingo não fique entre os dois principais cabeças de chave, mas Dog tem chance se Ferrer for tão impreciso como nos dois primeiros sets diante de Bellucci, embora o ucraniano não tenha a mesma força de saque do brasileiro.

Thomaz Bellucci,
Andujar já exigiu de Nadal em Roland Garros de três anos atrás, mas teria de contar com um dia ruim do número 1, o que parece longe de ser possível. 

Mesmo com os 30 graus da tarde e com um jogo tão próximo para fazer, Rafa treinou por mais de uma hora e esbanja vitalidade e vontade.

Explicando – Organização soltou comunicado no final da noite para explicar que a queda de luz ocorrida na quadra principal durante a partida entre Bellucci e Ferrer foi por conta de “variações no sistema de iluminação”. A demora foi causada pela necessidade de esperar o resfriamento das lâmpadas de vapor metálico

Primeira impressão – O quali do Brasil Open não conseguiu sequer preencher suas 32 vagas e ainda assim foi completado por duplista, jogadores de ranking muito baixo, um técnico e até o aposentado Flávio Saretta. Não é uma boa impressão. Quem foi ao Ibirapuera, gostou da nova estrutura. Vamos ver se vai funcionar.


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