A comissão técnica sabe que assim que a bola rolar no Itaquerão, nesta quinta-feira, contra a Croácia, o Brasil será assombrado pelo fantasma da primeira competição mundial da Fifa no País, pela triste lembrança deixada por Gigghia e pelo silêncio de 200 mil torcedores presentes no Maracanã, palco de mais uma final de Copa 64 anos depois. Sobretudo se jogar mal.
No trabalho desenvolvido com os jogadores pela psicóloga Regina Brandão, o assunto foi abordado. A conclusão que todos chegaram foi que aquela derrota no Mundial de 50 não pertence a esse grupo nem a Felipão nem a Parreira nem a qualquer jogador individualmente. Nem o Brasil talvez seja mais o mesmo. Daquele fracasso, sobrou apenas a história. Os jogadores que defenderam a seleção não estão mais aí. O goleiro Barbosa, se não foi perdoado em vida pelo gol sofrido, certamente descansa em paz depois de condenado injustamente pela derrota diante dos uruguaios.
Em campo, embora tenha reclamado do pouco tempo para colocar esses jogadores em iguais e boas condições físicas, Felipão já tem a certeza que o elenco suporta sete partidas até a decisão do torneio. Taticamente, o posicionamento da equipe continuará sendo fortalecido para que nada mude nas três primeiras partidas da etapa de grupo. É ordem do treinador que o Brasil não mude sua distribuição tática mesmo se sofrer gols.
Os treinos em espaços reduzidos, de 60 metros, vão continuar, assim como os ensaios das bolas erguidas na área. Os jogadores se reapresentam neste domingo na Granja para começar, de fato, a Copa do Mundo. Serão agora 34 dias de trabalhos intensos, sem mais descanso e focados num só objetivo: ganhar a competição. Nada menos que isso faz parte desse time.
Fonte : bonde

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