O troféu de campeão do NBB vai mais uma vez para a Gávea. Na manhã deste sábado, com 15.449 presentes na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, o Flamengo garantiu o tricampeonato do maior campeonato de basquete do país ao bater o Paulistano/Unimed, pelo placar de 78 a 73, em partida equilibrada e acirrada do início ao fim e fez a festa ao lado de sua fanática torcida.
Dono do troféu na última temporada (2012/2013) e também da primeira edição do NBB, o time carioca manteve o domínio no NBB, garantiu seu terceiro título, o segundo de maneira seguida, e se igualou ao UniCEUB/BRB/Brasília como as equipes com o maior número de conquistas da competição nacional na história.
Para ficar com o título, o segundo de maneira consecutiva, o Flamengo precisou superar uma grande batalha frente ao Paulistano. O duelo decisivo foi acirrado desde o início e a vitória dos comandados do técnico José Neto veio apenas nos minutos finais, graças a uma sequência de lances livres, nas mãos de Laprovittola e Marcelinho, e um rebote “salvador” de Shilton nos segundos finais.
“Foi um jogo muito difícil. Estávamos jogando contra uma equipe muito briosa, que por mais que a gente abrisse uma certa vantagem em alguns momentos, a gente sabia que eles reagiriam, pois têm essa característica de luta. No final prevaleceu a tranquilidade. Não é fácil jogar na frente dessa torcida, acho que eles sentiram um pouco. Mérito nosso de ter um time tranquilo no final e em totais condições de decidir”, contou Marcelinho.
Pela primeira vez na decisão do NBB, o Paulistano teve como maiores pontuadores os norte-americanos Holloway, com 15 pontos, e Dawkins, responsável por 14 tentos. Além da dupla de estrangeiros, o ala/pivô César também teve boa atuação e deixou a quadra com 12 pontos.
“Só de chegar até aqui nosso grupo já é campeão. Perdemos essa Final, mas paciência. Foi um grande espetáculo, as duas equipes jogaram muito bem, jogando o verdadeiro basquetebol mesmo. Parabéns para eles (Flamengo), mas parabéns para a nossa equipe também”, declarou o ala/pivô do Renato Carbonari, do Paulistano.
À vontade, o Flamengo começou melhor a partida. No embalo de sua torcida, a equipe carioca sobrou em quadra nos minutos iniciais, aproveitou o nervosismo dos rivais e chegou a colocar 11 pontos de frente. Explorando bem as jogadas de garrafão, com a dupla Olivinha e Meyinsse – ambos marcaram cinco pontos nos primeiros instantes da partida –, o clube da Gávea abriu 15 a 4 de vantagem.
Depois do começo ruim, o Paulistano contou com a inspiração de Holloway para equilibrar as ações ainda no primeiro quarto. Chamando a responsabilidade, o norte-americano marcou expressivos 11 pontos na parcial inicial, com direito a uma bela cesta no último lance do período, e teve atuação fundamental para que a diferença no placar caísse para apenas cinco pontos ao final do primeiro quarto: 22 a 17.
Após reagir, os visitantes voltaram com tudo para o segundo período. Mais ligado, o time comandado pelo técnico Gustavo De Conti passou a impor muitas dificuldades para o time da casa pontuar. Enquanto isso, do outro lado da quadra, a equipe paulista contou com um bom jogo coletivo para virar o jogo.
Com três pontos de César, que saiu muito bem do banco de reservas, o Paulistano assumiu pela primeira vez a ponta do placar (26 a 25). Na sequência, com boas jogadas de Marcelinho, o Flamengo até recuperou a liderança. Mas não teve jeito. Nos minutos finais da parcial, Dawkins e Pilar apareceram bem e os visitantes fecharam a primeira metade da partida na frente, por 40 a 38.
O jogo seguiu eletrizante na volta dos vestiários. Com boas jogadas de Meyinsse, o Flamengo voltou a ficar em vantagem (44 a 40). Sem se abater, o Paulistano voltou a exercer uma boa defesa e, sob o comando de Dawkins nos contra-ataques, impôs uma sequência de 8 a 0 para recuperar a liderança (48 a 44).
Com a partida “lá e cá”, as equipes se alternaram na ponta do placar durante toda a parte final do terceiro período, mas foi o Flamengo que foi em vantagem para os dez minutos finais do duelo. Marquinhos e Felício tiveram bons desempenhos e os cariocas levaram três pontos de frente para o quarto final: 60 a 57.
No início da parcial, Benite roubou a cena. Pela primeira vez em quadra desde a grave lesão sofrida na terceira rodada do NBB 2013/2014, frente ao Palmeiras/Meltex, o ala/armador mostrou estar 100%, marcou seis pontos seguidos e colocou o Flamengo com sete pontos de frente (69 a 62).
Novamente o Paulistano mostrou sangue frio para não deixar os donos da casa deslancharem e corto o prejuízo para três pontos (69 a 66), com pouco mais de cinco minutos para o fim do jogo.
Os dois minutos finais da partida foram de tirar o fôlego. O Flamengo tinha de três pontos de frente (72 a 69), mas viu os rivais empatarem o jogo (73 a 73). Foi então que os lances livres e um rebote de um herói inusitado fizeram a diferença para os cariocas ficarem com o título. Primeiro, Laprovittola mostrou frieza após sofrer falta e deixou a equipe em vantagem (75 a 73).
Na sequência, depois de um erro do ataque do Paulistano, o Flamengo teve a bola para matar o jogo, mas Marcelinho falhou em tentativa para três pontos. Porém Shilton roubou a cena, ganhou o rebote ofensivo e devolveu a bola ao camisa 4 rubro-negro. Na linha do lance livre, Marcelinho não se mostrou nem um pouco nervoso e fez com que a vantagem no placar subisse para quatro pontos. Os paulistas tentaram um último suspiro, mas não obteve êxito e, mais uma vez, Marcelinho deu números finais ao jogo.
Na sequência, depois de um erro do ataque do Paulistano, o Flamengo teve a bola para matar o jogo, mas Marcelinho falhou em tentativa para três pontos. Porém Shilton roubou a cena, ganhou o rebote ofensivo e devolveu a bola ao camisa 4 rubro-negro. Na linha do lance livre, Marcelinho não se mostrou nem um pouco nervoso e fez com que a vantagem no placar subisse para quatro pontos. Os paulistas tentaram um último suspiro, mas não obteve êxito e, mais uma vez, Marcelinho deu números finais ao jogo.

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