Primeira etapa amarrada recebe vaias da torcida
Precisando da vitória para seguir firme na briga pela Libertadores, o técnico Cristovão Borges não quis inventar e optou por manter a equipe que vinha fazendo boas exibições neste Campeonato Brasileiro. Aúnica diferença em relação ao time que venceu o Clássico Vovô foi a entrada de Cícero no meio de campo, na vaga de Wágner, suspenso.
Parecia que o Tricolor se manteria forte como nas rodadas recentes. Logo com 2 minutos, o time teve boa troca de passes e Rafael Sobis recebeu a bola dentro da área. O atacante deu um passe para Fred, que finalizou bem, cruzado, para grande defesa de Danilo. Porém, a Chapecoense deu a resposta no minuto seguinte e mostrou que o confronto não seria fácil, como a posição dos dois na tabela poderia sugerir. Após falha de Jean, Camilo ficou cara a cara com Cavalieri, mas chutou para fora. Nada foi assinalado e por pouco os donos da casa não ficaram em desvantagem. Guilherme Mattis foi obrigado a fazer alguns grandes desarmes e neutralizar o ataque da equipe catarinense. Quando não estava presente para desarmar, como foi o caso de uma finalização de Fabiano, Diego Cavalieri conseguiu efetuar a defesa.
Nesse contexto, quando soou o apito do árbitro Elmo Alves Resende Cunha assinalando o fim do primeiro ato, parte da torcida vaiou o Fluminense, que não apresentava a atuação que um Maracanã com bom público deseja ver.
Dois gols da Chapecoense e muitas vaias
O Tricolor era esmagadoramente superior em termos de volume de jogo. As chances de gol, no entanto, eram escassas. E quando havia, Danilo salvava os visitantes. Foi esse o caso em um cabeceio de Fred, dentro da pequena área. O arqueiro fez um verdadeiro milagre.
A noite não era mesmo do Flu. Nas poucas vezes que tocavam na bola, os adversários faziam aquilo que os mandantes não conseguiam de forma alguma: criar boas chances e convertê-las em gols. Aos 20, 25 e 39 minutos, a cena do início do segundo ato se repetiu, protagonizada por Camilo, Leandro e novamente Bruno Silva, respectivamente: 4 a 0 para a Chape e muitas vaias para os donos da casa. Gritos de "burro" ecoaram para o técnico Cristovão Borges.
Perto do apito final, Rafael Silva desviou errado um cruzamento de Carlinhos e jogou a bola contra a próprio patrimônio. Foi o gol de honra dos donos da casa. Ao invés de a torcida festejar, vaiou. O mesmo ocorreu quando o confronto foi finalizado. Os protestos só não foram maiores pois grande parte do público já havia deixado o estádio a essa altura.
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