Se o Santos não chegar à final da Copa do Brasil, o técnico Enderson Moreira, que já balança no cargo, vai depender da vitória no clássico contra o Corinthians, neste domingo, no estádio Itaquerão, para não perder o emprego, dois meses e poucos dias depois da sua contratação para substituir Oswaldo de Oliveira.
O trabalho de Enderson Moreira vinha sendo um sucesso até a contusão sofrida por Geuvânio, no primeiro tempo contra o Fluminense, depois da vitória por 3 a 1 diante do Palmeiras, no Pacaembu. Sem a velocidade e os gols dele, a equipe passou a depender de Robinho, que sente falta de melhor condicionamento físico, e de Gabriel, que também não atravessa boa fase, e passou a acumular maus resultados.
Ao trocar Gabriel por Leandro Damião no segundo tempo diante do Fluminense, Enderson Moreira ouviu pela primeira vez o coro de "burro, burro". Ele não desiste do atacante de R$ 42 milhões, que chegou a treinar entre os titulares nesta terça e deve entrar no segundo tempo. Há poucos dias, o técnico disse que o destino pode ter reservado para Damião um feito maior, provavelmente um gol salvador do jogador mais contestado pelo torcedor ultimamente.
Enderson Moreira também destacou a boa atuação do veterano volante Renato, que substituiu Alison no intervalo da partida contra o Internacional. "Renato não erra passe e com a entrada dele, o time ficou com maior volume de jogo e criou várias chances de gols", disse o treinador, após a derrota do último domingo.
Mas é na capacidade de Robinho se superar nos jogos decisivos que o treinador aposta todas as suas fichas. "A motivação dele (Robinho) é extrema. Ele tem um astral bom e está querendo muito. Acho que tivemos um crescimento, mas do grupo como um todo".
CRUZEIRO - O Cruzeiro chega a Santos preparado para suportar a pressão do rival. Para isso, a ordem no time mineiro é tentar segurar a pressão durante toda a partida. "É um jogo de 180 minutos. Nos primeiros 90, saímos vencedores e com uma pequena vantagem. Agora vai ser um jogo ainda mais difícil, mas estamos preparados. A responsabilidade de segurar o Santos é de toda a equipe, não só da zaga. Somos um grupo que joga junto, todo mundo se ajuda", disse o zagueiro Dedé.
O técnico Marcelo Oliveira deve mandar a campo o que tem de melhor. Ele se preveniu e fez os seus jogadores treinarem pênaltis, com ótimo aproveitamento de quase todos os titulares.
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