Com o placar de 1 a 0, gol de Robinho, em um pênalti inexistente, na noite desta terça-feira (17), no Estádio do Café, o time santista vai fazer o jogo da volta na Vila Belmiro, no dia 16 de abril, com a vantagem do empate.
"Não foi ruim. Nós ganhamos o jogo. O goleiro deles teve uma grande atuação. Vamos fazer uma grande partida na volta, na nossa casa, para garantir a classificação", conformou-se o atacante Robinho.
Contrariando as expectativas do técnico Marcelo Fernandes, que queria impor seu ritmo de jogo, o Santos não conseguiu ser protagonista.
Ficou comprimido na defesa por causa da boa movimentação dos meias do Londrina, principalmente Celsinho. Além disso, o time da casa estava acostumado ao gramado irregular e cheio de buracos que transformava cada domínio de bola em uma prova.
O combustível do campeão paranaense também vinha das arquibancadas. Era um time vibrante e que compensou dessa forma a ausência de sete jogadores, suspensos por causa de uma briga na semifinal da Série D do ano passado contra o Brasil de Pelotas, no Café.
O Santos compensava o menor tempo de posse de bola com a objetividade. Beneficiado pelos problemas do rival na saída de bola, era mais agudo e contundente. Foi por isso que conseguiu as melhores chances do primeiro tempo: um chute de Ricardo Oliveira, aos 19, e outro de Victor Ferraz, aos 36. Nesse último, o goleiro Vitor fez uma defesa de arregalar os olhos.
Essa diferença de estilos - cadência x objetividade - estava expressa nos números. O placar das finalizações do primeiro tempo terminou 8 a 2 para o time paulista. Nesse cenário, o gol santista era iminente.
Bastaram cinco minutos para ele sair na etapa final. Mas saiu de pênalti, resultado de um rigor danado do árbitro que viu toque de Germano dentro da área. A batida de Robinho não deu margem para outro milagre de Vitor.
A partir daí, o Santos tomou conta do jogo. Só não conseguiu ampliar a vantagem e eliminar o jogo de volta por causa da ótima atuação do goleiro Vitor. Ele fez mais dois milagres: barrou um chutaço de Robinho e a cabeçada de Ricardo Oliveira, tudo no mesmo lance, aos 22.
Faltou ao Santos também impor sua qualidade técnica. Robinho e Cicinho abusaram dos chutes tortos e perderam chances claras. Em uma noite cheia de altos e baixos, ficou apenas o consolo da vitória chocha.

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